terça-feira, 12 de outubro de 2010

As pedras no rio

Sou maleável. Por ser signo de água, por meu riso azulado. Contradigo nos gestos os ideais que proclamo. E não é hipocresia, não estou falando de hipocresia. Falo sim, de coisas íntimas.
Verdade é que por mais que fale ou desfale, o indizível se fará maior e no fim, vou dar por lançar ao instante os dados de meu inesperado! Três, quatro. Sete. Sempre sete. Sou o que não consigo ser. Conheço a ética, pois sei de meus certos errados e do pouco que sei, ainda sei mais. Sei que nada se faz sem ser por duas vias. Dobro minhas premeditações é para aceitar as crateras que a vida (destino?) há de fazer em minhas luas. Não vou me arrepender, de nada, por nada nunca. Antes a falsidade que o arrependimento. Na pele da alma, escreve isso que estou te falando.